sábado, 8 de fevereiro de 2014


PARA QUEM QUER UM PIT BULL, LEIA COM MUITA ATENÇÃO, E VEJA SE VOCÊ ESTÁ APTO A TER UM, POIS PIT BULL, NÃO É PRA QUEM QUER E SIM PRA QUEM REALMENTE PODE TER!
Visão geral da raça:
Pit Bulls são animais maravilhosos, que merecem a chance de ter uma vida boa como a de qualquer outro cão. No entanto é preciso lembrar que Pit Bulls não são uma raça como qualquer outra. Eles são “um pouco mais” do que um cão normal pode ser! Pit Bulls são superiores física e mentalmente, características que fazem deles excelentes parceiros para donos responsáveis e ativos. Essas mesmas características podem fazer deles um pouco difíceis de lidar, para aquelas pessoas que não tem experiência com cães ou não conhecem direito a raça. Pit Bulls são fortes, cheios de energia e ágeis. Eles também são muito carinhosos e fáceis de lidar. "Determinação" é uma de suas mais notáveis características. Qualquer coisa que ele decida fazer, vai fazê-lo com o coração e a alma. Seja para fugir do canil e explorar a vizinhança, destruir aquele seu casaco novo ou tênis quando deixado em casa sozinho, ou até pular em você pra te dar um banho com sua língua!! Eles não desistem facilmente!
Stahlkuppe (1995) escreveu: "O American Pit Bull Terrier (APBT), certamente NÃO é um animal para qualquer um. Sendo um cão muito poderoso, é necessário ter um controle rígido e adequado. Idosos ou crianças certamente não serão capazes de garantir tal controle. Alguém que nunca teve um cão, na opinião da maioria dos criadores, não devem comprar um APBT. Uma pessoa insegura que quer apenas um cão agressivo para sustentar sua fraqueza, NUNCA deve se tornar um proprietário de um APBT. Uma pessoa que não gosta de animais ou é negligente ao cuidar de um, também não deve ter um Pit, aliás, nenhum outro animal".
Outra característica muito importante do Pit Bull é justamente seu amor pelas pessoas. Infelizmente a mídia os coloca como vilões, mas é comum pessoas se surpreenderem ao terem contato pela primeira vez com um. Cães dessa raça são, sem dúvida, muito carinhosos e realmente PRECISAM da atenção do dono. Não resistem a um carinho na barriga! Acabam até se tornando um membro da família. Fazem tanta festa quando os moradores da casa (e qualquer pessoa que os acompanhe) chegam, que os proprietários chegam a se preocupar como uma coisa tão dócil daquelas seria capaz de proteger sua casa e família. Ao contrário do que muitos pensam, o Pit Bull não é um cão indicado para guarda. Sua natureza vai contra o ataque ao humano. Claro que com todas suas potencialidades, quando bem treinado, é um ótimo cão de guarda. Aliás, quando bem treinado, ele se torna um verdadeiro companheiro em suas aventuras, podem competir em campeonatos de agilidade e força,e alguns podem trabalhar com crianças deficientes, idosos e certos tipos de terapia.
Agressividade com humanos, medo, desconfiança e instabilidade, são características dificilmente encontradas e não são aceitas em um APBT. Cães com essas características não são bons representantes da raça e não devem ser adquiridos.Como qualquer outra raça, o Pit Bull pode ter problemas de temperamento se for mal tratado, mal cuidado (alguns donos deixam seus cães dias sem comer, no escuro e ainda batem neles, para que fiquem agressivos). Por isso é importante avaliar o temperamento do seu cão na hora de adquiri-lo. Diferente do mito propagado pela mídia, agressividade com humanos NÃO é um problema específico da raça Pit Bull. Pit Bulls tendem a ocupar os primeiros lugares nos rankings de temperamento.
O "American Temperament Test Society" disponibiliza um teste nos Estados Unidos para os criadores de todas as raças, onde são pontuadas em porcentagem de "Aprovado" e "Reprovado". Várias raças são testadas e em testes realizados, o Pit Bull teve um índice de aprovação de 83,9%, seguido pelo Golden Retriever, com 83,2%. Pit Bulls são maravilhosos, amáveis e leais companheiros. No entanto é necessários compreender sua natureza para poder estabelecer uma posição de liderança positiva. Criadores de Pit Bulls devem conhecer os propósitos iniciais da raça, respeitar seus limites e potencial.
O propósito original da raça:

Humanos criaram raças especializadas eliminando ou adicionando determinadas características desejáveis para seu objetivo. Com o Pit Bull não foi diferente. O APBT foi "selecionado" por centena de anos em brigas com outros cães. Esse foi o "trabalho" ruim para o qual esses cães foram criados, assim como o Labrador, entre outras características, foi criado para buscar a caça abatida. Não é necessariamente a raiva por outros cães que vão levar um Pit Bull a brigar, mas sim uma espécie de "compulsão", ou instinto de brigar, quem já vem de gerações. E você deve lembrar sempre que qualquer cão pode brigar, mas o Pit Bull foi criado especificamente para isso, e o fazem com muita intensidade e determinação de vencer. Donos de Pit Bulls devem SEMPRE tomar cuidado com essa habilidade da raça e SEMPRE ter em mente que o estrago feito por um Pit Bull é muito grande. Um Pit Bull pode não começar uma briga, mas têm a genética para finalizá-la. E como já sabemos, não importa quem tenha começada a briga, o Pit Bull sempre será o culpado. Mesmo com tudo isso, alguns Pit Bulls convivem pacificamente entre si e com outros animais, sem nunca se envolver em nenhum incidente sério, mas isso não é uma regra e não podemos garantir que isso nunca acontecerá. Donos de Pits têm que ter bom senso e assegurar nunca colocar seus cães em situações erradas.
Todo incidente negativo envolvendo um Pit Bull, piora sua reputação e pode nos tirar o direito de ter um desses maravilhosos cães – Por favor, não deixe seu Pit Bull se envolver em encrencas!!!
E quase encerrando, precisamos lembrar que a agressividade que um Pit Bull tem com outro cão, é totalmente diferente de agressividade contra uma pessoa. IssoNUNCA deve ser confundido. Por isso, não ache que se ele quer brigar com outro cão, que ele pode vir a se tornar agressivo com você. Pit Bulls são naturalmente bons com pessoas.
Esperamos que esse artigo, possa ter ajudado algumas pessoas a entenderem porque alguns de nós somos extremamente dedicados à essa maravilhosa raça.
"Não que o Pit Bull precise de mais ajuda, compaixão e compreensão que outras raças, mas COM CERTEZA ele te recompensará com muito mais amor e lealdade do que você nunca imaginou!

pitbull 


O nome completo da raça é Pit Bull Terrier Americano.

Crê-se que a sua origem provém da criação de vários tipos de Bulldogs e Terriers. Foram inicialmente criados como cães de luta. Foi a raça que representava os Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

Em 1909 criou-se a American Dog Breeders Association (ADBA) com o objectivo de registar, promover e preservar o Pit Bull Terrier Americano original. Hoje em dia, os Pitbulls são a raça mais versátil que existe. Podem ser utilizados como cães de busca e resgate, como cães policia, etc.

Devido ao seu passado, tornou-se numa raça forte, estável e saudável.

É uma raça inteligente, tranquila, obediente e leal, e apesar da sua má fama, trata-se de animais carinhosos e protectores.
Cão raça PitbullRaça Pitbull
Não tem uma cor predefinida, mas a sua pelagem é grossa, brilhante e curta. Para parecer elegante, recomenda-se escová-lo regularmente.

É um cão valente e cheio de energia, pelo que necessita de uma boa quantidade de exercício para desenvolver-se completamente.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


Pit Bull: ele também é o melhor amigo do homem


Muitas pessoas acreditam que ter um pit bull é assinar sua sentença de morte. Mesmo com o preconceito, isso não é verdade. O pit bull é alvo de sensacionalismo e nem sempre ele é o vilão da
história.Fonte: Ribeirão Preto Online
Muitos fatores influenciam seu comportamento e, na maioria das vezes, as pessoas associam sua fama de cão matador com o comportamento agressivo apresentado em certas situações. Por se tratar de um cão forte, resistente e musculoso, suas principais características são energia, agilidade, disposição para atividade e um excelente cão de defesa e vigilância.
Pode não parecer verdade, mas o Pit Bull é extremamente dócil e fiel ao seu dono. Ele é um ótimocompanheiro para toda a família, principalmente para as crianças. Se adapta bem mesmo com as pessoas estranhas. Segundo o Dr. Márcio Augusto Vieira de Moraes, médico veterinário da Clínica Animal Mix, em Ribeirão Preto, o pit bull adora o ser humano e odeia tudo o que seja de quatro patas.
“Nos meus 15 anos de profissão, fui rosnado apenas uma vez por um pit bull, ao contrário de pinscher e poddle. É um tipo de cachorro que, quando chega aqui na clínica, eu já faço festa mesmo sem conhecer”. Para Márcio, a única verdade sobre os pit bulls é que o meio em que ele vive influencia demais no seu comportamento.
Há aqueles que são criados em um ambiente hostil e são extremamente sociáveis e há também os agressivos que foram criados com a finalidade de brigar e matar os outros cães. Alguns donos maltratam seu cão diariamente para que ele se torne agressivo, e isso é tratado de uma forma generalizada pelas pessoas, como se todos os animais dessa raça fosses perigosos.
Todos os ataques provocados por pit bull são divulgados pela mídia sensacionalista de uma forma errada. Na maioria das vezes, o motivo pelo qual levou o cão a agir dessa maneira não é mencionado.
Ninguém, nem mesmo um cachorro, sai brigando ou mordendo alguém sem ser provocado. Todo mundo sabe que é do instinto do cão avançar quando é ameaçado, independente de sua raça. Até mesmo os animais menores, como o pinscher, pode avançar e morder quando se encontra em situação de risco.“A mídia exagera ao falar dos pit bulls. Ela deveria falar do outro lado, aquele que muitos não conhecem, que não é só os pit bulls que avançam e mordem. O cocker é considerado o cão que mais morde no Brasil e isso ninguém divulga”, relata Márcio.
Alguns pit bulls são conhecidos por ter uma aparência feroz e amedrontar. Donos de cães que não pensam na saúde do animal, mas somente na estética, realizam a famosa cirurgia mutilatória para cortar as orelhas e o rabo do cachorro. O médico veterinário explica que essa cirurgia não faz com que o comportamento do pit bull se altere, e que isso é apenas uma lenda. Ao contrário disso, a região em que houve a mutilação fica mais sensível e diminui a capacidade auditiva do cão.
Ao contrário do que dizem, os pit bulls não são animais instáveis, ou seja, possuem uma variação de humor. De acordo com Márcio, isso é muito difícil de acontecer porque o cão já está habituado àquele ambiente em que vive, portanto, não há motivo para que ele se torne agressivo de uma hora para outra, sem que haja algum outro fator que esteja influenciando esse comportamento.

Mas, todo cuidado é pouco. Quem tiver um pit bull, precisa tratá-lo com cuidado e respeito. Para evitar constrangimentos, ao sair com o cão na rua, dê preferência para guia curta, coleira resistente, enforcador e focinheira. Ele deve ser conduzido por alguém com força suficiente para conter o animal no caso de euforia.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


História do American Pit Bull Terrier

A história do desenvolvimento do Pit Bull na máquina de combate que é hoje tem início há cerca de dois séculos. Era o período do apogeu do Bulldog e a atividade predominante não era a luta de cães, mas sim o bull baiting.
Tomando o termo cães de combate num sentido mais amplo – cães de guerra, de caça pesada e perigosa e lutas contra os mais diversos oponentes – vamos recuar no tempo e tentar reconstituir a história deste grupo.
Esta tentativa não é uma empreitada simples. A documentação é esparsa e muitas vezes dispomos de apenas fragmentos de um mural para fundamentar uma linha de raciocínio.
Este breve histórico está baseado na obra de dois renomados estudiosos do tema: os Drs. Carl Semencic e Dieter Fleig. Os autores Diane Jessup e Richard Stratton foram também exaustivamente consultados.
Pit Bull
2000 AC: Os babilônios já usavam cães gigantescos em seus exércitos.
Pit Bull
1600: os cães utilizados para caça pesada, como o aurochs e o stag, eram descendentes dos grandes molossos.
1800: O bear baiting, a luta entre um urso e um Bulldog, deixou de ser prerrogativa da nobreza e tornou-se uma diversão popular. Pequenas fortunas surgiam em função das apostas e com a manutenção dos ursos. O Bulldog já era praticamente idêntico ao moderno Pit Bull.
Pit Bull
1830: O bull baiting era o entretenimento favorito das massas. O Bulldog é claramente um Pit Bull moderno, de compleição mais robusta.
Pit Bull
1850: Com a proibição do bull baiting, as lutas de cães se tornam populares. O bull and terrier, menor e mais ágil, substitui o Bulldog: está formado o Pit Bull.

Onde tudo começou: Os Molossos

Desde que a criação de cães se tornou sistemática, a transformação dos cães em especialistas numa determinada tarefa sempre foi uma meta a ser atingida. A seleção de cães até meados do século passado sempre teve como propósito o emprego do cão: pastores, guardas, caçadores dos mais diversos tipos, farejadores e o nosso grupo alvo: os cães de combate.
Sua origem é incerta, composta de fragmentos que dão margem a muita imaginação na montagem deste quebra-cabeças.
Alguns teóricos apontam esta origem para o Tibete e Nepal, como descendentes diretos do lobo preto tibetano. Esta teoria é baseada em literatura chinesa de 1121 A.C., bem como em cerâmicas, murais etc e prega que esses cães são a base de todos os molossos, expandindo-se gradualmente para outras regiões.
Outros pregam que regiões menos desenvolvidas culturalmente possam também ter desenvolvido raças similares, porém não houve registro. Migrações, rotas comerciais, campanhas militares etc teriam então difundido tais cães. Tal teoria é suportada por escavações que encontraram crânios de lobos de proporções similares aos dos atuais molossos por todo o Velho Mundo.

Cães de Guerra

Seja qual for sua origem, registros de sua atuação nos campos de batalha não faltam:
- Hamurabi, rei da Babilônia, já empregava cães gigantescos com seus guerreiros em 2100 A.C.
- Os Lídios, tribo asiática, utilizaram um batalhão de cães em suas guerras contra os Kimérios (628 – 571 A.C.)
- Os persas do Rei Kambyses também os utilizaram contra os egípcios em 525 A.C.
- Na batalha de Maratona, um cão de guerra ateniense foi imortalizado como herói em um mural.
Pit Bull
A partir de cerca do ano 100 D.C., os romanos passaram a adotar uma companhia de cães por legião. Anos antes, durante a invasão da Inglaterra, os mastiffs ingleses se mostraram muito superiores aos cães romanos, sendo trazidos para Roma e utilizados em lutas no Coliseu.
Em tempos mais recentes, os espanhóis os utilizaram no México para dizimar os povos locais; o Conde de Essex, no reinado de Elizabeth I, também lançou mão deles para sufocar, de forma sangrenta, um levante irlandês; Napoleão determinou que fossem utilizados na batalha de Aboukir.
Nas guerras deste século, os cães também foram largamente utilizados, porém não mais diretamente no combate e sim como mensageiros, guardas, detetores de minas etc. O emprego dos grandes molossos tinha acabado.
Encerrou-se, então, uma era em que a coragem e a devoção do cão a seu master foi testada como nunca. E foi comprovada na mais cruel das situações, onde coragem e bravura são requisitos para a sobrevivência:

OS CAMPOS DE BATALHA

A caça de grandes e perigosos animais
Esta modalidade de caça concentrava-se basicamente em cinco animais: aurochs, stag, bisão, javali e urso. Teve sua origem na Idade Média e durou até fins do século passado.
Pit Bull
Pit Bull
Os três primeiros eram espécies de gado selvagem. Alguns chegavam a atingir 1,80m na cernelha e pesar 700kg, sendo animais incrivelmente ágeis para o seu tamanho. Os javalis chegavam a mais de 1m de altura e possuíam presas poderosas. Os ursos atingiam 1,25m e os maiores exemplares chegavam a 350kg.
A caça desses amimais sempre foi um desafio para o homem. Tais caçadas eram tão prestigiadas que eram, por lei, reservadas a reis, nobreza e grandes proprietários de terras. Como muitos cães perdiam a vida nessas caçadas, camponeses e servos eram obrigados a criar e ceder esses cães para a nobreza.
Fartamente ilustradas, as pinturas de caçadas retratam cães bastante similares aos atuais mastiffs e greyhounds. Porém, gravuras de meados do século passado retratando caçadas de javalis na América mostram claramente o emprego de Pit Bulls de maior estrutura. Relatos de caçadas de ursos, búfalos e elefantes utilizando bull-and-terriers de 20kg podem ser encontrados no livro de George P. Sanderson Thirteen Years Among the Wild Beasts of India, de 1870.
Este tipo de caçadas, diferentemente do que ocorre com o que imaginamos como caçadas com cães (com pointers, retrievers, spaniels), exige animais com determinação, coragem e tolerância a dor excepcionais, características só encontradas nos cães de combate.

Os cães de lutas contra animais selvagens

Além do bullbaiting, que era uma atividade relativamente recente, os tenazes mastins sempre foram utilizados em combates contra os mais diversos oponentes. Os mais comuns foram leões e ursos, mas texugos e até macacos foram utilizados neste insólito tipo de rinhas.
Registros desses tipos de combate são quase tão antigos quanto seu emprego em guerras. Na verdade, parece intimamente ligado às guerras. Na mitologia grega, vemos no escudo de Aquiles a representação da vitória de seu cão sobre dois leões. O rei persa Kambyses, o mesmo que já utilizava cães em seu exército e reinou de 529 a 522 A.C., possuía um cão que iniciou um combate contra dois leões adultos. Alexandre, O Grande, rei da Macedônia de 356 a 323 A.C., foi apresentado na Índia a cães que combatiam com sucesso contra leões e mantinham a presa enquanto eram mutilados. A tenacidade dos cães era tal que o rabo, as patas e finalmente a cabeça eram sucessivamente decepados a espada sem que o cão largasse o leão. Estes são os principais relatos da antigüidade do eterno sonho de possuir um cão invencível e leal, capaz mesmo de derrotar a maior das bestas – o leão. Obviamente, fábulas e exageros foram incorporados a muitos relatos.

Luta contra leões

Passando para a Inglaterra medieval, o centro europeu de lutas de animais da época, encontramos as lutas como um dos principais entretenimentos da corte, intimamente ligado às caçadas. Aqui, a principal presa era o urso, sendo o primeiro registro histórico baseado em documentos do bear baiting datado do ano de 1050. Leões também eram ocasionalmente utilizados, pois eram um presente muito apreciado pelas cortes européias. Há um relato de que o Rei James I patrocinou uma luta entre um leão e três mastiffs no final do século XVI, dos quais um sobreviveu.
Tanto a Rainha Elizabeth quanto seu sucessor James I eram grandes adeptos dos blood sports. A rainha criava seus próprios mastins e o segundo instituiu o cargo de Master of the Game Beares, Bulles and Dogges. Eram encargos do Master todas as lutas de animais da corte, bem como a aquisição, criação e reprodução dos animais, recebendo um provento anual de 450 libras, uma verdadeira fortuna para a época. A pedido do rei, vinte fêmeas de mastiff eram mantidas na Torre de Londres como base da criação real de bear dogs.
O bear baiting logo passou a ter regras escritas e um grande número de arenas surgiu em Londres. A mais antiga de todas foi, provavelmente, o Old Bear Garden, cuja primeira referência é de 1574. Era situado bem no centro de Londres e ainda existe hoje como Bear Garden Museum.

Bear baiting

Após a subida ao poder de Oliver Cromwell (1599 – 1658), os Puritanos baniram as brigas de animais. Mais tarde, após a Restauração, os combates ressurgiram com maior popularidade ainda, encontrando mais e mais adeptos, principalmente entre as massas.
A popularidade dessas lutas só pode ser entendida como fruto da paixão dos ingleses por apostas e jogos de azar. Os espectadores apostavam se um determinado cão conseguiria pegar o urso pelo pescoço, quanto tempo manteria a presa etc. Existiam planilhas de apostas, onde eram contabilizadas tanto as performances anteriores do urso quanto as do cão. Os ursos eram criados profissionalmente no Bear Garden e os donos dos cães pagavam para lançar seus cães contra eles. Somadas aos ingressos, eram uma considerável fonte de renda, que poderiam gerar pequenas fortunas.
Ao que tudo indica, estes tipos de lutas praticamente desapareceram por volta de 1825, quando as lutas contra touros eram a atração principal.

O bullbaiting

Bullbaiting era um "esporte" que consistia em atiçar os Bulldogs contra um touro amarrado pelo pescoço para que estes pudessem derrubá-lo mordendo-o pelo nariz.

Bull baiting

Evidências da popularidade do bullbaiting séculos atrás ainda podem ser vistas em várias cidades da Inglaterra. Em certas cidades, como Birmingham e Dorchester, os nomes de algumas ruas se referem à proximidade da arena. Em outras cidades, arenas de touros estão preservadas.
Esta atividade, embora nos pareça repulsiva, era outrora bastante apreciada. Senão, vejamos:
- O primeiro registro de bullbaiting é de 1209. O Lord de Stamford, fascinado pela cena de um cão subjugando um touro no pátio de seu castelo, determinou que, a partir de então, seis semanas antes do dia de natal, um touro deveria servir de presa para os cães para que o "esporte" continuasse para todo o sempre.
- Em 25 de maio de 1559, embaixadores franceses foram recebidos pela Rainha Elizabeth com um jantar seguido de lutas de cães com touros e ursos. Gostaram tanto que repetiram a dose no dia seguinte.
- Cerca de 25 anos depois, a mesma Rainha Elizabeth recebeu o embaixador dinamarquês com cerimonial idêntico.
- O Rei James I continuou a tradição da Rainha Elizabeth, recebendo a corte espanhola no início do século XVII com uma programação especial de baiting que incluía touros, cavalos e ursos. O encerramento foi com um urso branco lançado ao Tâmisa, para que os cães o atacassem nadando.
- O Rei Charles I, filho do Rei James I, também foi um ávido adepto dos blood sports. No reinado da Rainha Ana (1665-1714), tais espetáculos continuaram a ganhar popularidade.
O bullbaiting era uma atividade tão entranhada no dia a dia que alguns distritos possuíam leis proibindo a venda de carne de boi que não houvesse passado pelo baiting. Acreditava-se que assim a carne ficava mais macia e nutritiva!
À vista das touradas, que ainda hoje mobilizam multidões, a prática de deixar um cão derrubar um touro pelo nariz pode não parecer tão cruel assim. Só que o "esporte" não consistia apenas em deixar um cão derrubar o touro antes deste ser abatido. Havia requintes de crueldade como os descritos a seguir:
- Vários cães eram utilizados, o que torturava o touro à exaustão.
- Quando o touro caía de cansado, eram acendidas tochas em baixo dele para que ficasse de novo em pé.
- Touros mais lentos ou cansados tinham seus rabos torcidos até que se quebrasse.
- Outro artifício para "tornar o touro mais ágil" era espetá-lo com lanças.
- Há um relato de que, em 1801, um touro teve seus cascos decepados. O evento foi documentado por um historiador, mas não se sabe quantas vezes essa atrocidade ocorreu ou mesmo se era comum.
- Vários cães também eram perdidos, atingidos pelos chifres do touro ou pisoteados. Cães feridos, muitas vezes com os órgãos à mostra, eram incentivados a continuar atacando, sendo invariavelmente pisoteados.
- A história mais aterradora foi a de um açougueiro, que levou uma fêmea já velha com a ninhada para o evento. Quando a cadela dominou o touro, o açougueiro decepou suas patas com um cutelo sem que ela largasse o touro. Os filhotes foram imediatamente vendidos por uma soma considerável.

O surgimento do Bulldog

Historicamente, o termo Bulldog possui dois significados. O primeiro diz respeito à aparência de um determinado cão, desenvolvido na Inglaterra na segunda metade do século XIX. O cão hoje conhecido como Bulldog inglês é, na realidade, uma distorção criada a partir de 1860, baseados no que um grupo de pessoas "achava" que era a conformação ideal de um bullbaiter. Nenhuma pintura que represente o bullbaiting mostra um animal com as deformações do moderno Bulldog, mas sim cães bastante semelhantes ao Pit Bull.
O segundo significado, muito mais antigo, é um termo funcional: qualquer cão capaz de ser efetivamente utilizado como bullbaiter. Esta é a definição que nos interessa.
Dentro desta conotação, eram Bulldogs:
- Na Inglaterra, o Bulldog propriamente dito, que evoluiu para o moderno Pit Bull;
- Na Alemanha, o mastim bullenbeisser, que resultou no boxer;
- Nas Ilhas Canárias, o bardino majero, ancestral do presa canário.
Pit Bull

Seja qual for a definição, é aceito que o Bulldog derivou dos mastiffs. A primeira referência explícita ao Bulldog que se tem notícia foi feita em 1631 por um sujeito chamado Prestwich Eaton. Em uma carta para um tal George Willingham, solicita claramente "um bom mastiff e dois bons Bulldogs". Tem-se hoje como certo que o Bulldog foi aos poucos sendo selecionado dentre os mastiffs de menor porte e maior agilidade.
Outro possível ancestral do Bulldog é o alaunt. Esta raça foi descrita no livro Master of Game, do II Duque de York, em torno de 1410. Foram descritas três variedades: alaunt gentle, alaunt veutreres e alaunt of the butcheries, sendo realçada a aptidão para bullbaiting dos dois últimos. O primeiro se assemelhava a um grande grayhound. Acredita-se que tenha origem na China e tenha chegado à Europa junto com migrações de povos como os hunos e os álanos, no início da era cristã. Esta tese é reforçada por um livro chinês chamado Book of Odes, de 600 A.C. As descrições de duas raças neste livro (shan e shejo), tanto física quanto funcionalmente, são iguais às dos alaunt do Duque de York 2000 anos depois.
É possível que os mastins tenham tais cães como ancestrais. O que parece é que, sob a classificação de alaunt, estavam todos os cães de trabalho de então: os grandes cães de caça, os mastins e os Bulldogs.
O declínio do Bulldog
No início das lutas de cães, o Bulldog ainda era o cão mais utilizados pelos baiters. Não demorou muito para os organizadores das rinhas percebessem que, embora o pesado Bulldog, com seus 35-45kg, fosse um excelente combatente contra touros, um cão mais leve e ágil seria mais apropriado para as lutas de cães.
Pit Bull
Pit Bull

Para atingir este objetivo, o Bulldog foi cruzado com diversos tipos de "game terriers", daí resultando o bull-and-terrier (não confundir com o bull terrier), posteriormente denominado staffordshire bull terrier. Em 1866, no livro Researches into the History of the British Dog, o autor George Jesse escreveu: "O bull-and-terrier, por sua maior agilidade, superou o Bulldog nos combates no pit".
Muito tempo se passou até que o bull-and-terrier se tornasse razoavelmente homogêneo e reconhecível como uma nova raça. No início, não se cruzava um bull-and-terrier com outro bull-and-terrier, mas sempre um Bulldog com um terrier. Somente a partir de 1850 eles começaram a se homogeneizar.
Um dado interessante que explica a grande diversidade de características físicas desses cães é o segredo mantido pelos criadores do século XIX acerca de seus métodos de criação. Mesmo quando registrados em papel, o que era raro, os pedigrees não eram divulgados, por receio de que os rivais descobrissem o segredo do sucesso e pudessem replicá-lo.
Em todo caso, em meados do século XIX os bull-and-terrier já tinham adquirido todas as características apreciadas nos dias de hoje: capacidade atlética, gameness incomparável e temperamento afável.

O estabelecimento da raça na Inglaterra

Embora criado num passado recente e razoavelmente documentado, a origem do Pit Bull é um pouco nebulosa e está dividida, basicamente, em duas vertentes, ambas defendidas por autores de renome:
- O Pit Bull é exatamente o antigo Bulldog
Esta tese é suportada por autores como Richard Stratton e Diane Jessup. Para eles, não existe nenhuma característica no Pit Bull que justifique sua origem em um terrier. Embora possa ter ocorrido alguma introdução de sangue terrier no século passado, isso não foi de forma alguma significativo. O cão que é uma evolução do bull-and-terrier (cruzamento do Bulldog com game terriers) é o moderno bull terrier.
- O Pit Bull é o resultado do cruzamento do Bulldog com os game terriers
Carl Semencic e a vasta maioria dos dog men, como Dan Gibson e Bert Sorrells, defendem a tese de que o Pit Bull é realmente o aprimoramento do bull-and-terrier, ou half-and-half. A base que oferecem são pinturas de época, mostrando que tais cães são virtualmente idênticos ao Pit Bull tal como o conhecemos.
Esta segunda tese me parece mais lógica. Embora não seja a especialidade do Pit Bull ficar se enfiando em tocas, um observador mais atento perceberá que há muita semelhança entre o comportamento de terriers como o jack russel e o patterdale e dos pequenos Pit Bulls das linhagens ditas "de combate". A independência, a obstinação (muitas vezes considerada teimosia), a agressividade em relação a outros cães e a forma como pulam são atributos comuns a ambos.
Algumas fontes citam o extinto white terrier como o utilizado na obtenção do half-and-half, embora não hajam provas disso. O mais provável é que os ditos rateiros – terriers extremamente game utilizados em competições nas quais vencia o cão que matava o maior número de ratos num dado lapso de tempo – tenham sido os escolhidos.
O resultado da fixação do bull-and-terrier foi o cão que ainda hoje é conhecido como staffordshire bull terrier. Fotografias da segunda metade do século passado mostram claramente que era este o cão utilizado nas lutas de então na Inglaterra e que foi trazido para os Estados Unidos. Um exemplo documentado é uma fotografia de um famoso dog man inglês de então, Cockney Charles Lloyd, que trouxe vários cães da Inglaterra. Um desses cães, Pilot, aparece numa foto de 1881 e é claramente um staff bull. Pilot veio a ser um dos pilares da linhagem Colby, através do lendário Colby’s Pinscher.
As opiniões de Jessup e Stratton, porém, não devem ser desconsideradas. Observem a semelhança entre um Bulldog de 170 anos atrás e um Pit Bull de linhagens mais pesadas, como o Pit Canchin.
Pit Bull

A chegada na América

Como visto, os ancestrais imediatos do Pit Bull foram os pit fighting dogs importados da Irlanda e Inglaterra a partir de meados do século XIX.
Na América, a raça começou a divergir ligeiramente do que estava sendo produzido naqueles países de origem. Os cães não foram utilizados apenas para rinhas, mas também como catch dogs – presa de gado e porcos desgarrados – e como guardas da propriedade e da família. Daí começaram a ser selecionados cães de maior porte, mas esse ganho de peso não foi muito significativo até cerca de 20 anos atrás.
Pit Bull
Os cães irlandeses, os famosos Old Family Dogs, raramente pesavam acima de 12kg e cães de 7kg não eram raros. O anteriormente citado LLoyd’s Pilot pesava 12kg. No início do século, eram raros os cães acima de 23kg. De 1900 a 1975, houve um aumento pequeno e gradual no peso do Pit Bull, sem que houvesse perda de performance no pit.
Nas mãos dos criadores americanos, o Pit Bull se popularizou a ponto de ser símbolo dos Estados Unidos na 1ª Guerra Mundial. Homens como Louis Colby, cuja família mantém até hoje uma tradição de 109 anos, C.Z. Bennet, fundador do United Kennel Club (UKC) e Guy McCord, fundador da American Dog Breeders Association (ADBA), foram fundamentais na consolidação da raça.
Sua popularidade atingiu o auge na década de 30, quando o seriado infantil Little Rascals era estrelado por Pete, um Pit Bull: era o cachorro favorito de 10 entre 10 crianças americanas. Esta projeção levou finalmente o American Kennel Club (AKC), após anos de pressão a reconhecer o Pit Bull com o nome de staffordshire terrier, para diferenciá-lo dos cães voltados para rinhas. Este cão é hoje o american staffordshire terrier, tendo o "american" sido acrescido ao nome original em 1972 para evitar confusão com o staffordshire bull terrier.
Pit Bull
Mas agora, quando a vasta maioria dos APBT não é mais selecionada para a performance tradicional no pit (compreensível, já que o processo seletivo em si – o combate – é crime), o axioma americano "bigger is better" passou a valer para vários neófitos que se tornaram criadores, aproveitando a popularidade da raça nos anos 80.
Isto resultou num aumento vertiginoso no tamanho médio do Pit Bull, muitas vezes de forma desonesta, pelo cruzamento com raças como mastiff, mastim napolitano e dogue de bordeaux. Alguns autores, como Diane Jessup, sustentam que o american Bulldog nada mais é do que a fixação de linhagens maiores de Pit Bull.
Outra modificação, esta menos visível, que vem sendo introduzida desde o século XIX são os estilos de luta geneticamente programados (tais como especialistas em orelhas, patas e focinho), função do nível de competitividade que as lutas atingiram.
A despeito de tais modificações, a raça tem mantido uma notável continuidade por cerca de 150 anos. Pinturas e fotos do século passado mostram cães idênticos aos dos dias de hoje. Embora pequenas diferenças possam existir entre algumas linhagens, no geral temos uma raça que, ao contrário de muitas outras ditas "reconhecidas", está consolidada há mais de um século.

Saiba tudo sobre cães da raça Pit bull: Pit bull é um termo genérico que se refere a um conjunto de raças de cão, incluindo, mas não se limitando ao American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier, e os cruzamentos entre essas raças. Costuma-se usar apenas o termo Pit Bull para designar a raça American Pit Bull.Os dois Staffordshire pertencem à categoria dos Terriers, e o American Pit Bull é uma raça reconhecida oficialmente pela F.I.A.P.B.T (Federação Internacional American Pitbull Terrier) em Portugal a Delegação é presidida pelo Sr. Paulo Coelho e Representa a F.I.A.P.B.T em todos os países de língua oficial Portuguesa. A raça também é reconhecida pela ADBA (American Dog Breeders Association).

HISTÒRIA 
A origem da raça remonta ao Século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o esporte chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne). O cão atacava o touro, evitando coices e chifradas, agarrava o seu nariz ou orelha, e segurava-se até que o touro caísse. Os súbditos e a realeza da época procuravam diversão, procurando distrairem-se da violência e das doenças de seu tempo comparecendo a esses espetáculos sangrentos. Felizmente, a opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.
Uma vez que o bull baiting foi banido, os criadores que apreciavam a rudeza, coragem e tenacidade dos buldogues voltaram sua atenção para a criação de cães para a briga (ou rinha). Começaram com o bulldog, misturaram algum sangue de terrier, e produziram,os Half and half ou Bull and Terriers,cães de pequeno porte e extrema força e dotados de maior agilidade que os buldogues de elevada força física, um cão que cumpria todas as suas expectativas. Os Bull and Terriers foram criados para agredir outros cães, matar ratos(pragas comuns na época), mostrando bravura, alta tolerância à dor, vontade de lutar até o fim, e não menos importante, afeição ao seu criador. Com o tempo passaram a se diferenciar em raças, tais como o Staffordishire Bull Terrier, o Bull Terrier, o Irish Staffordishire Bull Terrier e o Pit Bull(que não tinha um padrão para estética, mas sim em termos de temperamento).
Posteriormente, esses cães migraram para os Estados Unidos como cães de quinta e guardas de fronteira. Os cães do tipo físico Terriers do tipo Bull foram reconhecidos pelo UKC em 1898, sob o nome de American Pit Bull Terrier. Em 1902 a raça passou a ser reconhecida também pela ADBA, o AKC, nao reconhece o APBT como raça, por ela ainda, em alguns países, ser um cão de luta.
Hoje em dia o Pit Bull é muito polêmico. É constante o noticiário de ataques de cães desta raça a nível mundial. Ainda assim, há os que defendam que sua real face é a de um cão dócil, leal e equilibrado, baseado em suas experiências pessoais.
 Características
As características essenciais do APBT (American Pit Bull Terrier) são a resistência, auto-confiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças.
Pelo facto de a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de o seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães.
A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto uma boa cerca é necessária para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável. A raça sai-se muito bem em eventos e exposições pelo seu alto grau de inteligência e pela sua vontade de trabalhar.
O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, a sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direcção ao centro da linha de balanço.
Quanto à trufa (focinho) dos cães, há 3 colorações: Red Nose (a mais popular), Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro)e os Blue Fawn (raro). Na pelagem todas as cores são aceites. Nos olhos inclusive a cor verde é aceite, no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados. Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.
A musculatura do Pit Bull deverá ser trabalhada com exercício mas nunca com anabolizantes.
Genética
A agressividade do Pit Bull está associada a um gene recessivo podendo ser controlada a partir de criadores responsáveis, que devem ter a consciência de não vender tais exemplares a pessoas com perfil psicológico desviado, vendendo apenas para outros criadores já cadastrados nas suas bases de dados e que terão a responsabilidade de treinar tais animais. Normalmente em cada ninhada (aproximadamente de 8 a 14 filhotes, tendo casos de até 17 filhotes que se mantiveram vivos e sadios) a percentagem de filhotes “bravos” é de 10%, ou seja, na grande maioria, apenas 1 filhote se mostra com tal comportamento. Nesse filhote deve ser realizado a castração aos 18 meses de idade e administrado treino exaustivo além de muito carinho e convivência com outros animais desde a sua infância para que esse gene seja reprimido nas criações sérias.
Posse Responsável
Para que não se cometa injustiças com a Natureza, onde o homem se sente o dono, devemos primeiro ouvir os criadores e especialistas na raça, não em cães, pois os especialistas em cães tem uma tendência a não gostar da raça devido so seu histórico e devido a grande força que a mídia faz para 2vender notícias”. Para que a posse responsável surta o efeito desejado o proprietário deve passar por um exame psicológico e assinar termo de compromisso e responsabilidade para ter o privilégio de poder cuidar de tais animais e que deverão responder judicialmente por ele.
Mídia X Pit Bulls
Para a mídia os Pit Bulls são uma fonte de notícias magníficas, primeiramente se criou o esteriótipo e o grande “pré-conceito” com animais te tanto valor, após a fama já criada cada notícia reflete em aumento da audiência ou venda de publicações como revistas e jornais. Porém há um grande problema, a cada notícia lançada na mídia o número de PIT BULLs abandonado nas ruas aumenta em 250% (dados do centro de zoonoses da cidade de Belo Horizonte acarretando em animais desestruturados para a vida “selvagem na cidade”, criando animais mestiços, pois os mesmos são mais fortes que os vira-latas tendo a preferência das fêmeas para copular. Além de se tornarem violentos no momento em que sentem fome e desprezo.
Midia X Banalização da raça
Outro efeito causado pela mídia é a procura, por pessoas com o perfil desviado, para a aquisição desse animais. Sabendo que os mesmos são extremamente fortes e com muita disposição, pessoas com má fé já o adquirem para se auto-afirmarem perante a sociedade. Esses animais passam por verdadeiras torturas. Passam fome, são alimentados a carne com muito sangue e pimenta, são privados de água, além de ficarem acorrentados durante todo o dia. São também privados de contato com outros animais e pessoas, o que os torna em animais medrosos e, consequentemente, agressivos. A mídia tem o papel mais importante de todos na banalização dessa raça, principalmente por criar situações não verdadeiras e enfatizar os ataques, que representam apenas 0,125% dos ataques de cães em todo o mundo. Por mais que não possa parecer, em filmes americanos muitas vezes são usados os American Pit Bulls Terriers para contracenar com crianças, muitos são usados pela polícia pela sua lealdade ao treinador e pela sua felicidade em servi-lo, o que infelizmente não é mostrado pela mídia.
Oclusão (encaixe dos dentes)
Outro erro muito comum é o aumento de suas capacidades, o Pit Bull não tem a força de 10 toneladas em sua mordida, a mordida dele é 10x mais fraca que a do Rottweiller (que são 2 toneladas). O APBT (American Pit Bull Terrier) foi criado para imobilização, portanto sua oclusão (encaixe dos dentes superiores e inferiores) é perfeito, contando também com uma grande abertura lateral dos lábios que lhes dão uma grande área para a respiração, mesmo com as mandíbulas mordendo algum objeto. Essa qualidade pode ser usada para o bem se caso o animal for bem treinado, sendo capaz de carregar coisas pesadas por longas caminhadas, além de ter a coordenação motora perfeita eles são precisos em suas pegadas. Animais treinados nunca mordem a mão de seus treinadores, mesmo quando estão eufóricos e seus treinadores seguram o objeto a ser mordido (bola, pau ou qualquer outro brinquedo).
Controvérsia
O American Pit Bull e seus parentes tinham uma reputação de cães leais e confiáveis durante as primeiras décadas do século passado. Nos últimos anos, contudo, essa imagem mudou. Seus membros têm sido considerados como extremamente violentos, assassinos de crianças, e merecedores mesmo de banimento em alguns países. A raça é uma das quatro mencionadas especificamente na Lei de Cães Perigosos de 1991, no Reino Unido. As outras três raças mencionadas são o Fila brasileiro, o Tosa japonês e o Dogo argentino.
Assim como há criminosos criando pit bulls para brigas e para amedrontar pedestres nas ruas, há também criadores sérios e éticos de pit bulls. Para piorar as coisas, os maus criadores muitas vezes deixam de treinar seus cães para não agredirem humanos, como os criadores do início do século passado faziam. Pelo contrário, treinam os cães para serem o mais violentos possíveis.
Como resultado, o termo Pit bull é hoje pejorativo e instiga medo em muitas pessoas. O preconceito gera lendas urbanas como a de que suas mandíbulas têm a forma de um alicate, que se trancam sob a carne de suas vítimas, exercendo 10 toneladas de pressão, e não poderiam ser abertas a menos que o cão tivesse a cabeça arrancada.
O resultado é o preconceito indiscriminado, que faz autoridades banirem pit bulls das comunidades, e companhias de seguros cancelarem seguros se a casa tem um pit bull. Vizinhos confundem de Boxers a Pugs com pit bulls, e tratam os cães (e muitas vezes seus donos) com ignorância, injustiça e hostilidade.
Na verdade, o pit bull é um cão inteligente, e muitos de seus exemplares são obedientes; são cães saudáveis que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Há até mesmo casos isolados de cães que servem de guias para cegos.
Assim como outros cães, pit bulls podem ser defensivos com relação ao seu território, mas, de modo geral, cães de luta não são territoriais. Como em todas as outras raças, alguns de seus membros mostram uma desconfiança com relação a outros animais, e uma propensão a atacar animais que se aventurem a cruzar seu caminho. Por causa de sua história de rinhas, pit bulls também podem mostrar agressão não-provocada contra outros cães e até mesmo contra crianças.
Pit bulls podem ser bons animais de estimação, mas devem ser tratados com cuidado e respeito por quem decidir criá-los. Quando em público, sempre devem usar guia curta, focinheira, enforcador ou coleira resistente, sendo conduzidos por pessoas com força física suficiente para conter o animal no caso de euforia. Não são recomendados para quem nunca teve cães.
Segundo seus defensores, o principal fator condicionante da transformação do Pit Bull num animal agressivo é o cruzamento indiscriminado da raça sem se avaliar o temperamento dos animais. Animais agressivos com seres humanos não devem ser inclusos em planos de criação, para assim evitar a transmissão hereditária dessa falha.
Um criador de American Pit Bull Terrier demora anos para seleccionar um cão adequado para a sua finalidade, que seja passível de controle, e, ao mesmo tempo, afectuoso. Pit Bulls seleccionados não atacam os seus donos ou treinadores, mesmo no calor do combate, por serem facilmente manipuláveis no momento da luta. Segundo criadores, podem ser separados em segundos por qualquer pessoa usando de método simples como o travamento dos quartos entre as pernas e um breakstick (objecto em forma de cunha feito de madeira resistente ou fibra com aproximadamente 25 centímetros que é introduzido na boca pela lateral fazendo movimentos leves para cima e para baixo).